O microbioma humano no contexto evolutivo



Desde o primeiro estudo de uma comunidade microbiana, em 1990, por meio do sequenciamento do gene 16S rRNA, o estudo de microbiomas avançou rapidamente. Isso foi possível devido ao desenvolvimento paralelo de novas técnicas de sequenciamento e ferramentas computacionais. Os resultados desses estudos elucidaram diversas questões assim como evidenciaram muitas outras.


Grande parte dessas descobertas estão relacionadas com o maior conhecimento a respeito das interações entre os microrganismos e seus hospedeiros. Os microrganismos interagem o tempo todo com outros microrganismos e com o ambiente (seja um hospedeiro ou um ambiente natural). E essas interações constituem uma base importante para a dinâmica evolutiva e co-evolutiva dentro dos microbiomas.


A coevolução decorre das mudanças recíprocas na frequência de alelos de populações diferentes. Um resultado provável, mas não obrigatório, é a coadaptação. Ou seja, quando há adaptação mútua de duas espécies. No caso do microbioma intestinal, a coadaptação resulta na interação benéfica entre os microrganismos e os humanos.