Somos únicos devido a nossa microbiota

A diversidade, no contexto biológico, é um termo definido como a variedade e abundância de organismos em uma unidade de estudo definida. No caso dos habitats humanos, a variação na diversidade tem sido relacionada com diversos aspectos da saúde. A baixa diversidade de microrganismos intestinais, por exemplo, foi associada com obesidade e doença inflamatória intestinal. Por outro lado, a alta diversidade de microrganismos vaginais está associada com a vaginose bacteriana.


Esses resultados derivam de estudos de caracterização taxonômica e funcional dos microrganismos associados aos seres humanos como o projeto pioneiro denominado Human Microbiome Project (HMP) que se iniciou em 2007.


Um dos principais objetivos é determinar a diversidade da nossa microbiota e que fatores influenciam a distribuição e a evolução dos microrganismos. Além de apontar predisposições a doenças, os resultados permitem a definição dos parâmetros necessários para desenvolver, implementar e monitorar estratégias de manipulação da microbiota humana para otimizar seu funcionamento.


Na fase inicial, o projeto focou na caracterização das comunidades microbianas de diferentes locais do corpo como pele, vagina, intestino e mucosas nasal e oral. Já a segunda etapa foi desenvolvida para explorar as interações entre hospedeiro-microbioma, considerando aspectos imunológicos, metabólicos e moleculares em condições pré-diabéticas, de doença inflamatória intestinal e durante a gravidez e nascimento prematuro.


O que sabemos sobre a microbiota humana

Um dos principais resultados desses estudos de diversidade é que a composição taxonômica do microbioma geralmente não é um bom preditor do fenótipo do hospedeiro. Ou seja, até mesmo indivíduos saudáveis apresentam microbiomas diferentes. Essa singularidade parece ser estável temporalmente e pode, portanto, estar associada a aspectos da saúde humana.


Mas o que sustenta essa diversidade?


Embora o microbioma humano possa apresentar sinais de filosimbiose (link), os trilhões de bactérias que habitam nosso corpo mantém uma assinatura única que resulta da experiência de cada indivíduo.


Até mesmo irmãos gêmeos, por vivenciarem experiências ambientais diferentes, não são colonizados pelas mesmas comunidades bacterianas!


Essas diferenças individuais, inclusive, iniciam-se logo após o nascimento. A partir do nascimento, o bebê é exposto a microrganismos presentes no trato vaginal e na pele da mãe ou até mesmo daqueles presentes no leite. O leite, especificamente, contém um microbioma complexo que se origina de várias mucosas e resulta das pressões seletivas únicas que a mãe estabelece.


Em resumo, a transmissão vertical é um processo essencial no desenvolvimento do nosso microbioma. Além do ambiente, dieta e aspectos genéticos do hospedeiro também tem sido relacionados.


Estamos cada vez mais próximos da era da medicina personalizada e certamente o sucesso depende da compreensão dos efeitos dos microrganismos em nossa saúde. Como eles interferem na susceptibilidade a doenças? A tratamentos? Como afetam nossa recuperação frente a essas intervenções?


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Referências

GILBERT (2015). Our unique microbial identity. Genome Biology, v. 16, n 97.

PROCTOR et al. (2019). The integrative human microbime Project. Nature, v. 569, nº30.

TURNBAUGH et al. (2007). The humam microbiome Project. Nature, v. 449, nº 18.



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