Como a avaliação e a utilização de microrganismos ampliam os horizontes da agricultura




Dia 5 de dezembro foi o Dia Mundial do Solo ⎯ o organismo vivo que sustenta a vida em nosso planeta. Um solo rico em biodiversidade é um solo saudável e com maiores condições para a promoção do crescimento das plantas. A biodiversidade de microrganismos do solo é importante para as plantas, para o meio ambiente e para a nossa saúde!


Manejos agrícolas baseados em avaliações e produtos biológicos servem para estimular o estabelecimento de microrganismos capazes de atuar em benefício da saúde de solos e plantas. 🌱


Estima-se que em apenas um grama de solo típico possa haver até 100 milhões de bactérias e 200 mil fungos em números absolutos. O papel benéfico de certos microrganismos na agricultura começou a ser estudado de maneira relevante a partir da década de 1980. Atualmente temos maior conhecimento a respeito do potencial que os microrganismos possuem em relação às funções do solo, mas sabemos que ainda há muito para ser descoberto.


Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), cerca de 70% dos solos cultivados no Brasil apresentam limitações sérias de fertilidade, necessitando da aplicação de fertilizantes para repor os nutrientes essenciais ao desenvolvimento vegetal. Aliado à fertilização, insumos biológicos como inoculantes e biofertilizantes são alternativas para estimular o crescimento vegetal, por meio da produção e/ou presença de hormônios vegetais e moléculas com atividade antagonista contra patógenos, e para o incremento da diversidade da microbiota e adição de populações de microrganismos benéficos ao solo. Os insumos biológicos também podem conter a presença de macro/micronutrientes e reguladores de crescimento vegetal que estimulem a recuperação da saúde do solo vinculado ao aumento de produtividade das culturas.



O papel de destaque das bactérias benéficas ao desenvolvimento das plantas.


Na década de 1980 iniciaram-se os estudos sobre as bactérias promotoras de crescimento vegetal (PGPB, Plant Growth Promoting Bacteria). Estima-se que essas bactérias estabeleceram interações mutualísticas com os vegetais há cerca de 80 a 100 milhões de anos. De acordo com sua utilização como produto voltado à área agrícola, podemos classificar as PGPB